EVISCERACÂO
Esta técnica consiste em esvaziamento do olho, respeitando-se a esclera e os músculos extraoculares.
Tendo em conta uma revisião dos 1013 dos nossos pacientes, podemos fazer um cálculo, exceptuando casos tumorais (16.68%) e algumas patologías congénitas (8.78%), quanto à proporcão dos pacientes a quem podem ser feitos evisceração (80%) em vez de enucleação. É uma cirurgia muito mais conservadora, através da qual procuramos um nível muito baixo da intolerância ao implante sintético que usamos enchimento (2.7%). As técnicas que usamos são para usar implantes de tamanho grande, em adultos usamos o de 22mm com o que se consegue uma boa correção do volume.
Agora estamos a combinar esta técnica com enxertos de gordura do próprio paciente, distribuídos em várias áreas da órbita ou na face anterior do implante, con muito bons resultados.
Para ter um número tão baixo de complicações, é vital cobrir com uma espessura suficiente do tecido a face anterior do implante sintético, com retalhos escleral ou um auto-enxerto para minimizar o atrito com o lado posterior da prótese, suportando melhor a erosão do tecido causada pela superfície áspera e aderente destes implantes.


